15/08/2010

Se o achar, segure-o!


Eu tinha oito anos quando minha mãe foi embora de casa, o que de fato foi algo estrondosamente chocante para mim. Ela me disse que iria ao mercado e nunca voltou. Até os doze anos eu acreditava que ela iria voltar, mas isso nunca aconteceu. Vi meu pai jogar todas as juras dele ao vento, e com palavras frias, e tristes, ele sempre me dizia. Juras se vão junto com águas de rios, e amores morrem como o sol todo dia. Talvez por isso as coisas tenham tomado esse rumo, talvez por isso eu tenha esquecido que existe um coração dentro de mim! Mas o que eu de fato não sabia, era que as juras que são jogadas em um rio, conseqüentemente vão desaguar em um mar, um mar salgado de juras, aonde em algum momento a sua vai se destacar, e talvez vá ser cumprida. E como o sol morre todos os dias, todos os dias ele também nasce! Mas por meu pai sempre dizer que amor é para idiotas, que perder o controle de tudo é tolice, eu passei a acreditar que seria um pecado amar alguém, uma maldição, e eu – jurei – nunca amar. Até o exato momento eu me sinto uma pedra. CORREÇÃO, até dois dias atrás eu me sentia uma pedra... Não sei se é amor, mas faz minhas pernas tremerem, meu estomago encher de borboletas e minha mente não se concentra em nada. Talvez algo inesperado tenha acontecido, EU PERDI MEU CONTROLE!!!


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O motivo real dessa minúscula história: sentimentos não foram criados para termos o controle deles. Eles foram criados para nos sentirmos eles, para vivê-los e para aproveitar cada minutinho de tempo que temos com sentimentos, em especial da mini-história acima, minha personagem retrata o amor, o medo, e a frustração de amar pelo medo que seu pai lhe passou. Acho que quando se trata de amor, todos têm medo, e todos de algum modo queremos renunciá-los e aceita-los ao mesmo tempo, é como ficar junto sem querer sofrer.
Eu não sou indicada a dar conselhos amorosos, porque sou um desastre em matéria de amor, mas acredito que quando a gente tem um amor na mão, devemos vive-lo, talvez lá na frente, ele vá doer, e incomodar, mas ao menos será valido o sacrifício.


Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

(Fernando Pessoa)



É isso gente, Beijo , aqui vai encerrando o poste. Espero que gostem, hoje não foi lá cheio de inspirações, mas de certa forma foi legal!
Comentem!
Até a próxima!

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6 comentários:

  1. gostei do post, parabens; eu tenho um blog se quiser dá uma olhada http://brunarafaelaworld.blogspot.com/ obrigada, beijos @brunarafaelam

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  2. Amey. Você, como sempre, arrasando nos seus textos! Joga na caraaaa! KASOKAOSKAS

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  3. Olá, td bem? Para mim este foi um post muito inspirado... Um mar de juras... Que linda figura de imagem... fantástico... Os sentimentos não foram feitos para serem entendidos, mas vividos, eles nos fazem cometer loucuras, é algo que acontece, no momento certo, no entanto, algumas pessoas podem se fechar e se proteger de suas artimanhas, usando as amarguras que ficam, quando um amor simplesmente nos deixa sem qualquer razão verdadeira... bjs

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  4. Olá Adriano, então, rs eu estava bem inspirada quando escrevi esse texto rs!!
    Primeiro obrigada por comentar, amo comentarios e o seu ficou lindo, bem inspirador tambem! *-*
    e obrigada por seguir meu blog, espero vê muitos e muitos comentarios seus!!
    Obrigada querido!

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  5. Oi Milane, o post ficou ótimo, e com esse texto de Fernando Pessoa no final é pra ninguém botar defeito!
    Um abraço... Pedro

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  6. Pedro *-----* A você aqui amore. Obrigada por comentar.

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