26/07/2011

Veneno?


Mas o que eu queria mesmo era apenas fitar os olhos de meu Michael. Fitá-lo e sentir aquele amor imenso, grandioso, sem limites que me aconchegava e aquecia-me. Perto dele meus problemas evaporavam, todas as bobagens que rodeavam minha mente se esvaiam, elas sumiam em um simples piscar de seus olhos. Eu queria observar as poucas rugas que apareciam em seu rosto, ao lado dos seus olhos quando ele dava-me um sorriso grande, que não cabia no rosto e doía no maxilar.
Eu queria que ele olhasse intensamente dentro dos meus olhos, do modo que ele costumava fazer. E eu sentiria a sensação de sempre, que o seu olhar buscava mais que o simples brilho de meus olhos, Michael buscava minha alma, buscava o meu amor. Não sei se ele chegava a encontrar porque minha alma e meu amor já não estavam comigo, estava com ele. E talvez para me enxergar de verdade, meu amado devesse olhar para dentro de si, lá ele me encontraria completa, sem faltar nada, toda a essência, tudo depositado nele.
Queria sentir seus lábios em meu pescoço, arrepiando meu corpo, fazendo minhas pernas tremerem, minha barriga encher de borboletas.
Sentir os lábios de meu amor nos meus lábios. E provar apenas um pouco mais do encaixe perfeito, o hálito quente, a língua aveludada.
Queria o seu toque. O toque unicamente delicado e forte. Queria o carinho, o conforto, os olhos e a boca. Queria toda a proteção que Michael me passa. O queria perto de mim, fazendo todos meus problemas sumirem. Eu o quero, eu o desejo. O desejo tão intensamente que chego a ficar angustiada.
Mas eu apenas queria. Ultimamente tenho perdido tanto de minha esperança, que não sei se ao menos um dia vou encontrar meu Michael novamente... Eu já não sei, não sei se esse amor me faz bem ou mal. Entretanto chego a acreditar que o amor é uma espécie de veneno, dependendo da dosagem ele cura ou simplesmente te mata.


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Livro - Despertar

MilaneMatias

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